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16 de novembro de 2010

ENTALHE - Minha Primeira Caixa Entalhada.

Minha primeira caixa entalhada. Tratamento de cedro. Entalhes na tampa e em todas as laterais. Parte interna forrada com veludo.
Clique nas imagens para poder vê-las com maior resolução.


Oi, pessoal!


Venho namorando com a idéia de fazer entalhe já a bastante tempo. Na verdade, é algo que sempre quis fazer desde muito jovem. Esse me parecia ser um objetivo difícil de atingir porque não se encontram cursos e material de entalhe com facilidade, principalmente no tipo de trabalho que eu tinha em mente fazer.

A alguns meses atrás, entrei em contato com o trabalho de Gary LeMaster, exímio entalhador de ovos cujo trabalho pode ser visto aqui mesmo no blog. Ele nos visitou deixando, inclusive, um recado nos comentários, o que foi motivo de muita alegria e honra para mim por ser ele uma assumidade no assunto, conhecido internacionalmente, com muitos colecionadores de suas peças ao redor do mundo todo. Até chegar no nível dele tenho que comer muuuito arroz com feijão - rs. Junto com o incrível trabalho dele descobri um maravilhoso aparelho de entalhe chamado Turbo Carver. Era a resposta que eu procurava!

Essa peça, ao lado, foi meu primeiríssimo trabalho de entalhe. Foi com ela que eu entrei em contato com o aparelho e as peças pela primeira vez e tive que aprender na base da tentativa e erro para o que cada uma servia, além de me acostumar com a potência do aparelho, o que dava e o que não dava para fazer com ele, o que seria exigido de mim durante a execução do trabalho, etc. Foi com essa caixinha que aprendi que o entalhe, basicamente, é se retirar a parte negativa do desenho, ou seja, o fundo. O que sobra, é o entalhe.

D entra o trabalho nas laterais, de modo que acompanhem o desenho que vemos de cima (trabalho em 2D). Isso é parte fundamental do trabalho. São elas que vão distinguir entre um trabalho bem feito, com esmero e outro feito de qualquer jeito, principalmente para quem pegar a peça na mão. Não tem como esconder ou disfarçar algum defeito quando uma peça é analisada pessoalmente, ao vivo. Uma peça bem feita sempre será muito mais valorizada ($$$) do que outra mal feita. Quanto mais perfeita, melhor. Então, dedico meus esforços no sentido de sempre fazer o melhor que eu puder, seja nesse ou em qualquer outro trabalho que faça.

Fazer o fundo com a mesma altura é outro desafio. Depois de um tempo, tive a idéia de colocar um grampo de cabelos no lado do aparelho, com a ponta maior para fora, de modo que as brocas não ultrapassassem um determinado limite - como podem ver na foto, abaixo. Isso facilitou muito essa parte. Mas, mesmo assim, requer atenção constante.


Esse aparelho (clique para ler) como podem ver é do tamanho de uma caneta, muito leve e trabalha com brocas que têm o tamanho das brocas usadas pelos dentistas, ou seja, são bem pequenas (veja o tamanho delas em relação ao meu dedo) e permitem o entalhe de elementos igualmente pequenos, de modo que é possível se fazer um trabalho muito detalhado e minucioso, meu principal objetivo. Funciona com compressão de ar. Tem uma potência insuperável de 400 mil rotações por minuto, ou seja, mais de 6 mil rotações por segundo, deixando longe os concorrentes como a Dremell, por exemplo, que gira a 35 mil rotações por minuto (0.58 por segundo).

Algumas
pessoas - ou mesmo muitas - podem pensar à primeira vista que tendo esse aparelho qualquer pessoa pode realizar esse trabalho. Bem... Pense mais uma vez! Não é fácil. Ele facilita o trabalho, mas não trabalha sozinho. É um trabalho bem lento, muito minucioso, requer muita dedicação e, acima de tudo, determinação. Estamos trabalhando com um aparelho que gira numa rotação incrível, retirando tudo o que vê pela frente. Qualquer descuido, a qualquer segundo, pode por a perder todo o trabalho. Os erros não podem ser concertados, em sua maioria.

O aparelho tem um soprador muito potente junto à parte onde colocamos as brocas, que não deixa acumular pó no local onde estamos entalhando- o que é, sem dúvida, uma grande vantagem ao trabalho. Porém, esse pó tem que ir para algum lugar, certo? Bem... Ele vai para todos os lugares - hehe! No ambiente inteiro onde estamos trabalhando, no cabelo, pele, roupas e, claro, nas nossas narinas e pulmões. Daí a necessidade de se trabalhar com uma máscara o tempo todo. O ambiente todo onde trabalhamos, também tem que ser bem protegido, coberto com lençóis velhos, etc.
Outra questão: o tamanho da peça a ser trabalhada e a grossura da madeira. Garanto que nunca mais pego peças grandes como essa ou com madeira fininha. Retirar grandes áreas do fundo com brocas tão pequenas é um trabalho imenso, demora demais para se finalizar. Entalhar em uma madeira que tenha espessura fina é outro desafio imenso. A gente fica com o coração na mão o tempo todo, com medo de furar - hehe! Imagine o Gary entalhando cascas de ovos? Nossa! Acho que eu iria parar no hospital com um ataque nervoso associado a um ataque cardíaco de tanta tensão! - hahaha! Por isso mesmo, decidi que de agora em diante só vou trabalhar peças pequenas e com madeira mais grossa.

Demorei mais de quatro meses para finalizar o entalhe dessa caixa. Muito em função da inexperiência e por uma somatória de tudo o que expliquei acima (tensão, barulho, claustrofobia da máscara, poeira interminável, etc). Mas, de uma coisa tenho certeza: simplesmente, amo fazer isso e não pretendo parar de jeito nenhum. Já tenho uma nova peça em andamento e ainda leva um tempo para eu terminar. Assim que estiver pronta, trago para vocês verem o resultado final combinado? Espero que tenham gostado.

Um beijo imenso, pessoal!

Lu Heringer :)



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8 de novembro de 2010

CAIXAS - FORRAÇÃO COM TECIDOS.

Pessoal, semana passada foi uma loucura e essa aqui está já está toda tomada com compromissos inadiáveis. Não tive tempo de preparar nada novo para o blog. Então, vou deixar vocês com três vídeos ensinando forração de caixas com tecido que encontrei no youtube.

Considero ser esses os melhores vídeos que vi sobre o assunto. Tudo muuuito bem explicado, com várias dicas. Tenho certeza que, depois de verem os vídeos, restarão poucas ou nenhuma dúvida sobre a técnica.

Vamos ver? É só clicar no 'play'!










Espero que gostem! Tenho certeza de que serão muito úteis para várias pessoas.

Se conseguir separar um tempo, trago novidades ainda essa semana, ok?

Beijo carinhoso e desejo uma ótima semana a todas as seguidoras, amigas e amigos.

Lu Heringer :)


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2 de novembro de 2010

AROMATIZADOR DE AMBIENTES - Aprenda a fazer em casa!

Oi, pessoal!

Todo mundo gosta de ter a casa e os ambientes sempre cheirosos, não é verdade? Daí, usamos esses aromatizadores em spray e o cheiro é bom por uns minutos e depois some. Ou seja, não resolvem nada. Sem contar que vários sprays ainda emitem o CO2, um gás que rompe a camada de ozônio do nosso planeta. Isso não é ecologicamente correto e devemos evitar ao máximo o uso de spray, concordam?

Vinha pensando numa maneira de deixar minha casa sempre perfumada. E não é que deu certo - hehe!? O pessoal que tem vindo aqui em casa sempre comenta o cheirinho gostoso e isso é bom demais. Hoje, tirei um tempinho para gravar o vídeo demonstrando como fazer esse aromatizador. Vocês vão ver que é muito fácil de fazer e o resultado é perfeito!

Vamos aprender a fazer o aromatizador de ambientes? Bora, lá!!!







Eu explico uma maneira mais fácil de dissolver e preparar a gelatina no vídeo, mas vou deixar aqui a receita:

- Coloque 5 colheres de sopa de água fria para cada pacote de gelatina que for usar, em uma vasilha. Essa água deve ser retirada daqueles 200ml, ok? Os 200ml são para dois pacotes, ou seja, são 100ml por pacote. Vamos fazer uma gelatina super concentrada, bem firme.
- Acrescente a gelatina sem sabor e mexa muuuito bem.
- Acrescente o restante da água e mexa mais um monte.
- Leve ao FOGO BAIXO e vá mexendo, mexendo, até dissolver tudo. NÃO PODE DEIXAR FERVER! Se começar a querer a ferver e ainda não estiver tudo dissolvido, levante a panela, continue mexendo e volte ao fogo até ficar tudo transparante.
- Isso vai agilizar o processo e ajuda a gelificar mais rápido.


LEMBRETES IMPORTANTES:

- Não leve à geladeira porque estraga a gelatina depois, quando ela ficar na temperatura ambiente, mesmo com o sal colocado na mistura.

- O corante líquido deve ser acrescentado depois que desligamos o fogo. Vá colocando aos poucos e mexendo até achar que a cor já está boa. Vai do gosto de cada pessoa.

- Use o corante de acordo com o cheirinho: por exemplo, um cheirinho de morango vai ficar mais legal numa gelatina vermelha, lavanda numa gelatina violeta e por aí a fora, certo? É sempre legal associar uma cor ao cheiro e uma gelatina verde com cheiro de morango vai criar uma confusão no cérebro de quem vê - hehe! Mas, isso sempre dentro do possível. É uma sugestão.

- Se colocar a essência do aromatizador na panela, depois não deve mais usar essa panela para cozinhar porque o cheiro e o gosto vai passar para a comida. Ou coloque fora da panela ou separe uma panela só para isso. A hora correta de colocar a essência é depois que o fogo for desligado. Tem que mexer muuuuito, mas muito mesmo. As essências demoram para se agregar à gelatina e se não mexer bem depois ficam boiando por cima dela quando ela se solidificar.

- Ainda sobre as essências: existem essências oleosas, em álcool e em água. As que contém água são as mais fracas e tem que colocar um monte. As oleosas são as mais forte e tem que colocar aos poucos até sentir que o cheiro já está bom, senão fica enjoativo. Essas oleosas demoram muito mais para se agregar à gelatina. Tem que mexer durante um longo tempo, mesmo, ok?

- Quanto maior o vidro mais cheiro será espalhado no ambiente. Quanto menor o vidro, mais discreto será esse cheirinho. Vai do gosto de cada pessoa, também.

- Para fazer para vender terá que usar vidros com tampa.

- Usando vidro com tampa em casa: Você poderá deixar fechado e só abrir quando for receber alguém. Com o vidro tampado o cheirinho se conserva por muito mais tempo. Quando o cheiro acabar - demora muitos e muitos dias para que isso aconteça - é só jogar a gelatina fora e fazer mais.

- A decoração dos vidros pode ser feita com verniz vitral, passar um primer e decoupar, pintar - se for usar tinta que não seja a vitral tem que passar o primer antes, amarrar fitinhas, colar chatonzinhos, biscuit, massa plástica, colocar glitter dentro do frasco antes de colocar a gelatina e mexer bem - fica lindo! O que a sua imaginação e criatividade mandar! Ou então... Não fazer nada no vidrinho. Nesse caso é melhor usar o corante para que fique mais decorativo. Ah, claro, os vidros já podem estar decorados antes da gente colocar a gelatina.

- A idéia que dou no vídeo de colocar numa caixinha decorada para presentear ou vender é bem legal! É o tipo da coisa que qualquer pessoa vai gostar de ganhar, não é verdade? Se combinar a decoração da caixinha com o vidrinho - como fazemos com sabonete e caixinha - vai ficar mais lindo ainda.

- Se for fazer para vender, tenha uma boa variedade de cheirinhos porque o que uma pessoa gosta a outra detesta. Então é importante ter vários, certo?


Espero que tenham gostado da matéria que fiz com muito carinho, mas acima de tudo, como sempre, espero que seja útil para vocês!


Super beijo, pessoal!

Lu Heringer :)



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22 de outubro de 2010

PATCH NO ISOPOR - RISCOS, MOTIVOS E IDÉIAS!

Oi, gente!

A técnica do patch no isopor (patch embutido) segue com um nível muito alto de interesse. Vou deixar aqui uma porção de riscos, motivos e idéias para a técnica, vindo de uma fonte que é perfeita para a técnica: VITRAL!

Isso mesmo! São perfeitos para a técnica porque já vem 'recortados', por assim dizer. Durante minha pesquisa de motivos atrás de riscos para fazer o meu Vitral Permanente, fui guardando tudo o que encontrava e tenho um bocado deles. Quando aprendi a fazer o patch no isopor, rapidamente, detectei que esses trabalhos de vitral eram perfeitos para a técnica e cheguei a fazer alguns deles. Compartilho com vocês uma parte do que tenho, inclusive porque não caberia tudo em uma só página.

Vou deixar alguns projetos para vitral coloridos, e para que se transformem em riscos basta deixar em preto e branco num editor de imagens e ir clicando no contraste que acabam com algo bem perto de um risco para copiar. Lembro que nem sempre as cores que virem nos projeto serão boas para os trabalhos do patch no isopor. Tem alguns que são muuuito coloridos e isso não fica bom. Usem o bom senso na hora de eleger suas cores e padronagens, ok? Uma dica que sempre dá certo: eleja uma das padronagens ou cores do motivo, para usar nas bordas. Isso cria uma unidade entre motivo e borda o que deixa o trabalho muito bonito.

Para aquelas pessoas que ainda não sabem fazer o patch no isopor: aqui no meu blog tem 10 videos que fiz ensinando cada fase da técnica, com muitos detalhes, muitas dicas e bastante instrução. Tenho o prazer de dizer que muitas pessoas (muitas mesmo!) aprenderam a fazer o patch embutido só vendo meus vídeos (que foram os primeiros lançados ensinando a técnica) sem ter tido qualquer aula, antes ou depois. Então é sinal que dá para aprender, né? hehe!! Fico imensamente feliz com isso, pois, esse é o meu maior objetivo com os vídeos que faço - alcançar pessoas que não tem condições de pagar cursos ou que morem em locais onde não existem esses cursos, de modo que tenham oportunidade de aprender a fazer as mais diversas técnicas.

Os 10 vídeos ensinando o patch embutido estão em páginas diferentes, então, procure por eles na lista das matérias que eles estão logo no alto - já que a procura por eles é muito grande. Clique aqui para ver a introdução e depois procure pelos outros na lista, ok? Começam com A, A1, A2, etc. Uma vez que tenha aprendido a fazer, volte aqui para pegar os riscos ou então entre no tópico 'imagens para decoupage - infantil' que lá tem muitas idéias ótimas para esse trabalho, também.


CLIQUE NAS IMAGENS PARA COPIAR COM MELHOR DEFINIÇÃO








































































Esse último não é vitral, mas tanta gente me pede porque querem fazer igual ao que fiz no vídeo, que resolvi colocar aqui.


Uma outra observação muito importante é com relação ao fundo dos riscos, motivos e vitrais que vemos aqui. Bem, num vitral não tem como colocar um vidro inteiriço ao redor dos motivos, certo? Por isso que a maiorias dos fundo é recortado. Entretanto, um fundo inteiriço é, normalmente, mais bonito do que um que é todo recortado na técnica do patch no isopor. O que você tem a fazer é, simplesmente, ignorar esses recortes que existem no fundo dos vitrais e fazer inteiriço. Tem alguns motivos aqui que são bastante recortados. Bem, basta diminuir o número de recortes, como nos rostos, nas vestes, etc, e fazer partes inteiras.

Alguns motivos são bem complexos e somente aquelas pessoas que já são bem experiente na técnica serão capazes de fazer. Mas, temos motivos bem simples para as principiantes e para as que estão no nível intermediário, também. Se você está começando agora, não queira fazer um motivo complexo, com muitos recortes. Primeiro aprenda a fazer a técnica com os motivos mais simples e depois abra mais suas asas, ok? Isso vai facilitar mais as coisas para você.

A maioria dos projetos de vitrais que trouxe aqui é da Chantal Paré, uma talentosa criadora de projetos para vitrais. No site dela tem mais uma porção de idéias, embora eu tenha trazido as que são mais viáveis de se fazer nessa técnica. Todos os motivos, vitrais e riscos que eu trouxe são copy free (cópia liberada) e os seus autores só pedem para que sejam usados para fazer trabalhos e não para serem copiados e vendidos, falou moçada?

Deixo aqui registrado, como sempre faço, que aprendi a fazer o patch no isopor com a Cleusa M e agradeço muito por todas as instruções que ela me deu, sem as quais não teria sido possível fazer os vídeos, quando os fiz. Brigaduuuu, Cleusa!

Espero que tenham gostado da matéria, das idéias e espero que seja útil para o trabalho de vocês.

Um beijo super carinhoso!

Lu Heringer



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