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3 de dezembro de 2010

GESSO: LOUÇA ANTIGA + APRENDA A FAZER CERA BETUME!


Clique nas imagens para ver com detalhes

Oi, pessoal!!

Meu patrãozinho amado resolveu trabalhar nesse final de ano - hehe!! É show atrás de show aqui em Sampa. Mas, sempre encontro um tempinho para me dedicar ao blog, cantinho que eu amo ter. Hoje, trouxe para vocês uma técnica em gesso que é muito simples de ser feita e com um resultado decorativo muito bom, já que a peça é neutra e, por isso mesmo, fica boa em qualquer tipo de ambiente. É a louça antiga.

Quando comecei minha jornada no artesanato, no século passado (kkkk), foi pintando em tecido e muito rapidamente passei a fazer técnicas em peças de gesso. Gente, mas eu fiz tanta, mas tanta peça de gesso que um dia não tinha mais lugar para por nada lá na casa da minha mãe. Fiz uma venda de garagem e não é que vendi quase tudo? Bem, faz muitos anos que não mexo mais com isso, porém, outro dia me deu uma saudades, sabe? Então, fui numa loja que vende peças de gesso aqui perto de casa e comprei algumas peças. Essa dama do vídeo, em particular, foi uma das que eu mais gostei. Passei um bom tempo olhando para ela, imaginando qual a técnica que ficaria legal. Pensei no borssato, mas estava sem tinta óleo e daí cheguei à conclusão que iria fazer a técnica da louça antiga. Foi muito bom voltar a manusear uma peça de gesso.

Vamos ver o vídeo para aprender a fazer essa técnica? Bora lá!






Olha, dei várias dicas nesse vídeo. Quem prestou atenção vai poder evitar de cometer alguns erros como o de usar verniz em dias frios, chuvosos e com a umidade do ar alta. Verniz não gosta de clima assim! Prefira sempre aplicar verniz em dias quentes e secos, ok? Gostaram de aprender a fazer cera betume, de quebra? hehe!! Muito fácil, né não? Lembrando que, no caso dessa técnica, não pode ficar escura essa mistura porque senão a peça fica com um 'ar' muito pesado.

Já vi uma peça feita com essa técnica em que a pessoa passou cera dourada e, em uma outra, cera prateada para destacar os cracos, ao invés do betume. Ficou bonita, também. Mas, acho que fica melhor assim do jeito que fiz. Mais discreta. Vocês sabem que sempre dou preferência ao discreto - rs.



PASSO A PASSO DA PEÇA:
Como o video foi bloqueado, por causa de míseros 20 segundos de trilha sonora, nesses países:

Argentina, Austria, Belgium, Chile, Colombia, Denmark, Finland, Germany, Greece, Hungary, Malaysia, Norway, Peru, Philippines, Poland, Portugal, Romania, Russia, Saudi Arabia, Singapore, Sweden, Switzerland, Thailand, Venezuela ...

Segue o pap escrito:

- Lixe a peça com bombril, palha de aço de cozinha. É melhor do que lixa porque se amolda mais facilmente. Deixe bem lisinha.
- Tire bem o pó.
- Aplique 3 camadas de termolina - aguardando secagem entre demãos.
- Aplique só uma camada do verniz base do kit de craquelê (estou usando o da Mural).
- Depois da base seca, aplique uma camada do verniz craquelê do kit. Estique bem. Estamos em busca de craquelados miúdos, pequenos, que representam bem a louça antiga. Evite deixar cracos grandes.
- Depois de seco o verniz craquelê, passe cera betume. Não tem cera betume? Faça a sua:

- um pouco de cera comum, de passar no chão da casa + um pouquinho de betume puro. Mistura bem para que fique homogênea a mistura. Tem que ficar com cor clara na aplicação da peça.

- Deixe secar uns 10 minutos e retire o excesso com um pano macio.
- Umedeça levemente - quase nada - um pano limpo na aguarrás e passe pela peça para tirar todo o excesso de cera. Deverá ficar, apenas, nos cracos do craquelê.
- Passe cera dourada em alguns pontos mais proeminentes. Não exagere, ok?
- Dê lustro na cera e na peça toda com um pano macio.
- Está pronto!!

Bem, pessoal, eu espero que vocês tenham gostado da técnica e em breve venho com ela aplicada em outro tipo de peça, que fica lindo, também! Qualquer dúvida, é só deixar em comentários, ok?

Um beijo super carinhoso e fiquem todas(os) com Deus!

Lu Heringer :)



Para ver todas as outras matérias do blog, basta rolar a página até 'Matérias Publicadas Nesse Blog' aqui no lado esquerdo da tela e clicar nos títulos, ok? Deixo só duas matérias na capa porque assim o blog carrega mais rápido. Tem muuuita coisa aqui. Divirta-se!


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24 de novembro de 2010

PÁTINA FERRO + RELEVO DE LINHOLENE


Clique nas imagens para vê-las maior e com detalhes.


Oi, pessoal!

Olha... eu ando numa roda viva com muitos shows seguidos, renovação de carteira de motorista, dentista, e mais um monte de coisas. Mas, eu não poderia deixar de fazer alguma coisa nova para postar aqui, para o pessoalzinho do blog, né?

Eu virei a madrugada acabando de fazer essa técnica, filmando e editando. Mas, valeu a pena, viu? E claro que eu fiz isso, como sempre, com muito carinho.

A Pátina Ferro é uma pátina muito bonita, com um efeito final de ferro antigo, tipo medieval. Bolei essa técnica outro dia e, quando pus em prática, adorei o resultado. Bem, vejam bem, o que quero dizer é que não li ou vi essas instruções em nenhum lugar. A técnica foi surgindo na minha cabeça e, por isso, digo que 'eu bolei essa técnica' - mas não posso afirmar que outra pessoa já não tenha feito em outra época. O mundo do artesanato é infinito e aquilo que nos parece ser inédito já pode ter sido feito antes, inclusive, a séculos atrás.

Como digo no vídeo, a Pátina Ferro fica mais bonita quando aplicada sobre alguma peça que tenha relevo. Você pode fazer esse relevo desenhando com dimensional, aplicando falso entalhe com estêncil, colando tachinhas ou outros objetos e por aí a fora.

Aqui no vídeo estou ensinando a fazer o relevo com o Linholene - que são aquelas toalhas plásticas desenhadas. É uma forma rápida e simples de se fazer relevo. Vamos ver o vídeo?




Vocês viram como é fácil e como fica chique? Adorei ter tido essa idéia - hehe! Na parte interna uma flocagem de preto vai bem, hein? Ou então, forrar com veludo preto, marinho, vinho, verde pinheiro ou outra cor sóbria. Acho que com a forração de veludo, igual a que fiz no meu entalhe, vai ficar mais chique e o resultado final vai ajudar a relembrar as peças medievais, mais ainda.

Variando a cor da cera metálica para bronze ou mesmo prata escura, você consegue variar a aparência final da peça. O efeito final da cera aplicada sobre relevo feito com dimensional ou o falso entalhe (feito com estêncil), também, dá outro 'ar' para a caixa. Ou seja, com a mesma técnica você pode conseguir outros resultados bem interessantes variando o modo como faz e cobre o relevo, certo?

Pensei numa outra maneira de fazer essa técnica:

- Passa goma laca na caixa e pinta de preto - duas camadas.
- Passa as três camadas do primer nos recortes de linholene, aguardando secagem entre demãos.
- Pinta os recortes de preto - ainda sem colar na caixinha.
- Aplica a pátina ferro - de acordo com a receita mostrada no vídeo - tanto na caixa quanto nos recortes de linholene.
- Dá lustro na caixinha.
- Aplica a cera dourada nos recortes, dá lustro e SÓ ENTÃO, cola na caixinha, já finalizando.
Acho que assim o trabalho vai ficar mais limpo. Fica aí a sugestão!


Bom pessoal, por hoje é isso! Espero que tenham gostado e qualquer dúvida é só deixar em 'comentários' que eu procuro entrar todos os dias para vê-los, ok?


Um super beijo para vocês e agradeço o carinho que recebo de todas as pessoas que seguem esse blog! Obrigada, de coração, viu? Vocês são meus tesouros.

Fiquem todos com Deus.

Lu Heringer :)


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16 de novembro de 2010

ENTALHE - Minha Primeira Caixa Entalhada.

Minha primeira caixa entalhada. Tratamento de cedro. Entalhes na tampa e em todas as laterais. Parte interna forrada com veludo.
Clique nas imagens para poder vê-las com maior resolução.


Oi, pessoal!


Venho namorando com a idéia de fazer entalhe já a bastante tempo. Na verdade, é algo que sempre quis fazer desde muito jovem. Esse me parecia ser um objetivo difícil de atingir porque não se encontram cursos e material de entalhe com facilidade, principalmente no tipo de trabalho que eu tinha em mente fazer.

A alguns meses atrás, entrei em contato com o trabalho de Gary LeMaster, exímio entalhador de ovos cujo trabalho pode ser visto aqui mesmo no blog. Ele nos visitou deixando, inclusive, um recado nos comentários, o que foi motivo de muita alegria e honra para mim por ser ele uma assumidade no assunto, conhecido internacionalmente, com muitos colecionadores de suas peças ao redor do mundo todo. Até chegar no nível dele tenho que comer muuuito arroz com feijão - rs. Junto com o incrível trabalho dele descobri um maravilhoso aparelho de entalhe chamado Turbo Carver. Era a resposta que eu procurava!

Essa peça, ao lado, foi meu primeiríssimo trabalho de entalhe. Foi com ela que eu entrei em contato com o aparelho e as peças pela primeira vez e tive que aprender na base da tentativa e erro para o que cada uma servia, além de me acostumar com a potência do aparelho, o que dava e o que não dava para fazer com ele, o que seria exigido de mim durante a execução do trabalho, etc. Foi com essa caixinha que aprendi que o entalhe, basicamente, é se retirar a parte negativa do desenho, ou seja, o fundo. O que sobra, é o entalhe.

D entra o trabalho nas laterais, de modo que acompanhem o desenho que vemos de cima (trabalho em 2D). Isso é parte fundamental do trabalho. São elas que vão distinguir entre um trabalho bem feito, com esmero e outro feito de qualquer jeito, principalmente para quem pegar a peça na mão. Não tem como esconder ou disfarçar algum defeito quando uma peça é analisada pessoalmente, ao vivo. Uma peça bem feita sempre será muito mais valorizada ($$$) do que outra mal feita. Quanto mais perfeita, melhor. Então, dedico meus esforços no sentido de sempre fazer o melhor que eu puder, seja nesse ou em qualquer outro trabalho que faça.

Fazer o fundo com a mesma altura é outro desafio. Depois de um tempo, tive a idéia de colocar um grampo de cabelos no lado do aparelho, com a ponta maior para fora, de modo que as brocas não ultrapassassem um determinado limite - como podem ver na foto, abaixo. Isso facilitou muito essa parte. Mas, mesmo assim, requer atenção constante.


Esse aparelho (clique para ler) como podem ver é do tamanho de uma caneta, muito leve e trabalha com brocas que têm o tamanho das brocas usadas pelos dentistas, ou seja, são bem pequenas (veja o tamanho delas em relação ao meu dedo) e permitem o entalhe de elementos igualmente pequenos, de modo que é possível se fazer um trabalho muito detalhado e minucioso, meu principal objetivo. Funciona com compressão de ar. Tem uma potência insuperável de 400 mil rotações por minuto, ou seja, mais de 6 mil rotações por segundo, deixando longe os concorrentes como a Dremell, por exemplo, que gira a 35 mil rotações por minuto (0.58 por segundo).

Algumas
pessoas - ou mesmo muitas - podem pensar à primeira vista que tendo esse aparelho qualquer pessoa pode realizar esse trabalho. Bem... Pense mais uma vez! Não é fácil. Ele facilita o trabalho, mas não trabalha sozinho. É um trabalho bem lento, muito minucioso, requer muita dedicação e, acima de tudo, determinação. Estamos trabalhando com um aparelho que gira numa rotação incrível, retirando tudo o que vê pela frente. Qualquer descuido, a qualquer segundo, pode por a perder todo o trabalho. Os erros não podem ser concertados, em sua maioria.

O aparelho tem um soprador muito potente junto à parte onde colocamos as brocas, que não deixa acumular pó no local onde estamos entalhando- o que é, sem dúvida, uma grande vantagem ao trabalho. Porém, esse pó tem que ir para algum lugar, certo? Bem... Ele vai para todos os lugares - hehe! No ambiente inteiro onde estamos trabalhando, no cabelo, pele, roupas e, claro, nas nossas narinas e pulmões. Daí a necessidade de se trabalhar com uma máscara o tempo todo. O ambiente todo onde trabalhamos, também tem que ser bem protegido, coberto com lençóis velhos, etc.
Outra questão: o tamanho da peça a ser trabalhada e a grossura da madeira. Garanto que nunca mais pego peças grandes como essa ou com madeira fininha. Retirar grandes áreas do fundo com brocas tão pequenas é um trabalho imenso, demora demais para se finalizar. Entalhar em uma madeira que tenha espessura fina é outro desafio imenso. A gente fica com o coração na mão o tempo todo, com medo de furar - hehe! Imagine o Gary entalhando cascas de ovos? Nossa! Acho que eu iria parar no hospital com um ataque nervoso associado a um ataque cardíaco de tanta tensão! - hahaha! Por isso mesmo, decidi que de agora em diante só vou trabalhar peças pequenas e com madeira mais grossa.

Demorei mais de quatro meses para finalizar o entalhe dessa caixa. Muito em função da inexperiência e por uma somatória de tudo o que expliquei acima (tensão, barulho, claustrofobia da máscara, poeira interminável, etc). Mas, de uma coisa tenho certeza: simplesmente, amo fazer isso e não pretendo parar de jeito nenhum. Já tenho uma nova peça em andamento e ainda leva um tempo para eu terminar. Assim que estiver pronta, trago para vocês verem o resultado final combinado? Espero que tenham gostado.

Um beijo imenso, pessoal!

Lu Heringer :)



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8 de novembro de 2010

CAIXAS - FORRAÇÃO COM TECIDOS.

Pessoal, semana passada foi uma loucura e essa aqui está já está toda tomada com compromissos inadiáveis. Não tive tempo de preparar nada novo para o blog. Então, vou deixar vocês com três vídeos ensinando forração de caixas com tecido que encontrei no youtube.

Considero ser esses os melhores vídeos que vi sobre o assunto. Tudo muuuito bem explicado, com várias dicas. Tenho certeza que, depois de verem os vídeos, restarão poucas ou nenhuma dúvida sobre a técnica.

Vamos ver? É só clicar no 'play'!










Espero que gostem! Tenho certeza de que serão muito úteis para várias pessoas.

Se conseguir separar um tempo, trago novidades ainda essa semana, ok?

Beijo carinhoso e desejo uma ótima semana a todas as seguidoras, amigas e amigos.

Lu Heringer :)


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