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Voltando do cruzeiro Costa Serena - 2011. Muito feliz porque foi uma viagem maravilhosa, com momentos inesquecíveis e muuuitas emoções - hehe!! Fotos da viagem no meu Orkut e no meu Facebook.
Antes de partir pelos mares do Brasil varonil, fiz essa caixinha - é bem pequenina, cabe na palma da mão. Vou deixar aqui o pap de como ela foi feita:
- Lixei com a lixa 400 e apliquei goma laca em toda ela.
- Lixei novamente, bem de leve, usando lixa 400 - lixa dágua - para tirar os 'pelinhos' que ficam levantados. Ficou muito lisa e muito gostosa ao tato.
- Passei o desenho para a tampa usando carbono azul, de tecido. Esse carbono de tecido é o melhor porque, como ele tem uma cera na sua composição, não deixa borrar.
- Usando meu Turbo Carver, entalhei toda a tampa, rebaixando os desenhos como fiz na peça do Parchin Kari.
- Apliquei verniz mordente da Gato Preto - para mim o melhor que há no Brasil porque é mais consistente e não escorre.
- Depois que o verniz ficou mordente, ou seja, ficou uma 'pega' ao toque sem que saísse nenhuma película ou ainda estivesse alguma parte molhada, coloquei luvas de malha e apliquei a folha de ouro usando um pincel redondo e macio. Aplica a folha bem esticada e vai fazendo emendas - elas não aparecem depois do trabalho pronto. Uma vez que eu já tinha toda a superfície coberta com a folha de ouro, entrei girando o pincel e depois alisei com a luva de malha. A aplicação ficou perfeita! Veja um vídeo que fiz com um resumo da aplicação da folha de ouro > clique aqui!
- Tingi resina transparente nas cores vermelho, verde escuro, verde claro e azul real usando corantes - a resina Cristal que você encontra na Siquiplás. Os corantes deixam a resina colorida e ainda transparente. Se usar pigmento, fica colorida e opaca. Queria a transparência para deixar mostrar por baixo da aplicação o dourado da folha de ouro. Aplica-se o catalizador - produto que faz a resina endurecer - somente na hora da aplicação, pois, ela começa a endurecer em menos de 10 minutos.
- Com palitos de churrasco, fui pegando as resinas e preenchendo os ocos dos entalhes. Nessa aplicação há que se levar em conta que a resina 'encolhe' um pouco depois de seca. Então, preenchi até que ficasse um pouco mais alto do que os entalhes, certo?
- Deixei de um dia para outro para garantir a secagem completa da resina.
- Na parte debaixo, pintei com a pva azul real. Duas camadas para cobertura perfeita.
- Estava pronta!
Espero que tenham gostado. Qualquer dúvida, deixem em comentários, ok?
Oi, pessoal!!
Essa semana, estou trazendo a Decoupage Em Azulejo + Impressão de Guardanapo de Decoupage Feita em Casa (que título enorme - hehe!). Nunca vi nada a respeito da decoupage em azulejo e resolvi gravar. Alguns meses depois de ter criado a técnica do guardanapo de decoupage caseiro, já aprendi muito mais do que sabia na época em que lancei o primeiro vídeo. Então, achei que valia a pena demonstrar as instruções novamente.
O processo é bastante simples e o resultado é muito lindo. Vamos conferir no vídeo que fiz?
A Laca Chinesa aplicada no final, vai proteger a figura de modo que possa ser limpa porque só o verniz vitral não permite isso. Como esses azulejos serão colocados na minha cozinha, essa proteção era fundamental! Agora é muito importante atentar para o seguinte:
Quando for fazer a limpeza use um pano úmido - não molhado! - para retirar a poeira acumulada.
No caso de gordura, aplicar um pouquinho só de Veja Multiuso no pano úmido e passar de leve. Não esfregue!
Não deve ser lavado embaixo da torneira, ou usar água quente ou máquina de lavar.
UM OUTRO MÉTODO DE IMPERMEABILIZAÇÃO QUE PERMITE LAVAGENS:
Ao invés da Laca Chinesa, use a TINTA 150 - TRANSPARENTE - DA CORFIX que é própria para impermeabilizar vidros, metais, cerâmica e porcelana. CLIQUE AQUI para ver como usar essa tinta. MAIS DICAS!
- Talvez seja necessário entrar com um relevo baixo e fino (que tal o squizz transparente?) ao redor da figura para protegê-la porque fica um degrau pequeno ao redor dela. Caso não queira entrar com esse relevo, muuito cuidado na hora de limpar. Se essa área for forçada, poderá comprometer o trabalho. Siga as instruções acima e sempre, sempre, sempre use de leveza para fazer isso, ok? Passe essas instruções para a sua secretária do lar.
- Quando mandar colocar a moldura, escolha algo que não interfira com o trabalho. Acho que uma madeira simples é o ideal. Peça ao profissional para colocar um gancho que aguente bem o peso do azulejo, porque esse é pesado. Para colocar na parede, tem que entrar com bucha e parafuso. No caso de um azulejo comum, desses quadrados e pequenos, o peso não é excessivo.
Essa peça não só é muito legal para se usar em casa mas, também, para presentear e vender. Olha só que presente original!! E se você personalizar com a impressão da foto de alguém querido, animal de estimação ou algo nesse gênero? Show de bola, hein?
Espero que tenham gostado e qualquer dúvida deixem em comentários, combinado pessoal?
Beijo grande!
Lu Heringer :)
Vocês encontram várias imagens de decoupage para cozinha, chefs & waiters, infantil, entre outras aqui mesmo no blog. Veja a lista de matérias à esquerda da página!
Luiz Antônio Brito, que assina suas peças como 'Brito' é meu amigo pessoal e dono de uma criatividade e talento grandes. Abro esse espaço para prestar uma homenagem ao homem e ao trabalho por ele realizado. COMO TUDO COMEÇOU? Luiz Antônio foi tratado durante um longo período com 'uma feridinha' na laringe. Tomou antibióticos, usou spray de própolis e coisas assim. Numa investigação mais profunda - com outro médico! - descobriu-se que a 'feridinha' era na verdade câncer de laringe que havia se transformado em metástese. Foi dado a ele, no máximo, 6 meses de vida. Luiz começou, então, o longo e dolorido tratamento de químio e rádioterapia e acabou por vencer a batalha! Um lutador e um vencedor! Passou a usar uma laringe eletrônica, que usa até hoje para poder falar.
Numa dessas esperas em consultório, pegou uma revista antiga para folhear e viu uma matéria sobre pirogravura. Apesar de nunca ter estudado desenho ou atuado na área da arte e artesanato, comprou um pirógrafo pela internet e começou a fazer quadrinhos 30x40cm com os quais presenteava amigos. Fazia isso para passar o tempo... Bem, os amigos incentivaram Luiz a se profissionalizar e a desenvolver sua arte, tal era o talento que ele tinha com a técnica. Ele passou, então, a escolher material melhor e ao invés de fazer em compensados, como até então fazia, começou a comprar Manacá, a pesquisar e procurar entender melhor como usar o pirógrafo de modo a não criar sulcos na madeira, a dominar melhor o controle de temperatura, os sombreados, as diferenças entre pirografar em dias úmidos ou secos, a influência de ventos na hora de pirografar, a conservação da madeira para não empenar e vários outros aspectos técnicos que não só facilitaram a execução de sua obra, como lhe ajudaram a criar a sua identidade artística, o que mantém até hoje. Daí para frente, ninguém segurou mais o moço! hehe! Passou a fazer exposições em duas Exposul, Francashopping, Palácio da Cultura de Goias, Escarpas do Lago em Capitolio-MG e, em vários outros locais.
MAS, QUAL É O PULO DO GATO NESSA TÉCNICA? Segundo palavras do próprio Luiz Antônio seria mais ou menos isso:
'Não posso passar o pulo do gato porque nem eu mesmo sei qual é já que sou autodidata!' - risos. Para aqueles que desejam começar nessa arte, recomendo que comprem um pirógrafo que tenha variações de temperatura, comprem um pedaço de madeira e experimentem as várias temperaturas e respeitem sempre o sentido certo do que esta desenhando, também. Por exemplo: para pirografar um cabelo crespo, o movimento do pirógrafo tem de ser circular, enquanto que para fazer o cabelo liso terá que fazer riscos suaves e contínuos, mas essas coisas se descobrem praticando. Há tecnicas de pirografia invertida onde não o desenho que é queimado, mas o que o cerca (espaço negativo). Acho que o segredo é experimentar e não se preocupar muito com o desenho em si. Eu me preocupo muito com os traços firmes e sem tremores. Quando traçar com a ponta do pirógrafo, tente fazer com firmeza e determinação e sem marcar a madeira, sem fazer sulcos, que ficam bons no artesanato, mas que ficam feios em trabalhos de arte. A coloração é feita sempre num só sentido e contrário ao sentido dos veios da madeira para o pirógrafo não afundar em algum sulco e queimar mais do que o necessário. A tonalidades se conseguem com a mudança de temperatura no pirógrafo. Quanto menor a temperatura, mais claros os traços e vice versa. Para limpar as marcas de calor que aparecem em torno dos riscos, eu uso borracha escolar branca. Assim como para tirar qualquer sujeira causada pelas mãos. Utilizo também um pano para correr as mãos sobre a madeira para que não molhe de suor e influencie na queima. A madeira úmida pega uma coloração na queima diferente de quando esta seca. Pelo mesmo motivo, procure sempre fazer as várias partes do desenho nas mesmas condições climáticas.' ... E ele ainda acha que não sabe qual é o pulo do gato - hehe!! Deu para ver que são vários os pulos do gato, mas nada que seja difícil ou impossível para qualquer pessoa conseguir fazer, certo?
No final de entrevista, ele diz: 'Espero ter colaborado em incentivar a quem possa se interessar nesta belíssima e umas das mais antigas fomas de arte mas, principalmente, levar uma historia de superação a quem esteja passando ou passou pelo mesmo problema que tive que enfrentar.'
Com certeza, Luiz Antônio!Sua história é incrível e mais incrível ainda é o fato de nunca sabermos o que a vida (Deus) nos prepara. Algo que começou de um modo tão triste, tão sem esperanças, se transformou na maior forma de expressão de sua vida e, arrisco dizer, no seu verdadeiro propósito nesse planeta - fora a família, claro! Um exemplo de superação a ser seguido por todos nós que temos essa tendência chata de reclamar tanto das coisas e esquecer de contar nossas bençãos e agradecer, sempre, por elas! Agradeço imensamente ter separado um tempo na sua agenda apertada para me dar essa entrevista e desejo (desejamos todos aqui!) que seu caminho seja de muita luz e de muita criação com a qual nos presenteia a cada trabalho. É uma honra imensa, para mim, poder chamá-lo de amigo, Luiz.
Visitem o site do Luiz Antônio - ainda está em construção, mas vai ficar show! : www.britopirografias.com.br
Espero que tenham gostado da matéria dessa semana, pessoas queridas. Logo, logo, venho com uma técnica nova que acho que vão gostar e que vai ser bastante útil.
Beijo grande e fiquem com Deus!
Lu Heringer
GALERIA DE FOTOS DOS TRABALHOS DO LUIZ ANTÔNIO BRITO - O trabalho dele é tão extenso e tão criativo, que foi difícil escolher as fotos para essa galeria. Espero que gostem da seleção.
- Inlay - No caso, Marble Inlay(incrustração em mármore), porque o Inlay- que quer dizer 'incrustração', em Português - pode ser feito com uma grande variedade de materiais. - Pietra Dura e Pietre Dure é o nome em Italiano (o primeiro é plural e o segundo singular) - Parchin Kari é como é chamada na Índia.
São nomes para uma mesma técnica de se cortar, polir e encaixar pequenos pedaços de mármore em um design feito numa peça, também, feita de mármore. Como se fosse um quebra cabeças ou uma marchetaria feita com mármore. Em alguns casos, são usadas pedras preciosas e semi preciosas como a Água Marinha, Lapis Lazuli, Ágata, Madrepérola, etc. É diferente de mosaico, pois as peças são cortadas e lixadas em vários formatos de modo que se encaixem nas imagens pré desenhadas e, quando colocadas juntas, encaixam-se perfeitamente uma ao lado da outra, sem deixar espaços. Sem contar que não são unidas com rejunte e, sim, coladas na peça depois que essa foi escavada (entalhada), embora um substrato seja passado por cima de tudo de modo a cobrir pequenas falhas. A receita desse substrato é guardada a sete chaves. Essa técnica é basicamente arquitetônica (paredes, chãos, etc.), mas é muito usada em tampos de mesa, quadros, painéis, medalhões, painéis inserido em portas, esculturas, em porta jóias, entre outros. O resultado é simplesmente ma-ra-vi-lho-so.
Essa arte teve seu início em meados do século XVI em Florença - Itália, onde uma grande variedade de trabalhos eram feitos, sendo que os quadros eram os mais valiosos e eram chamados de 'Pittura per l'eternità' - 'pinturas eternas'. Porém, foi no século XVII, em AGRA - Índia - local onde fica o Taj Mahal, que essa técnica conheceu seu auge. Foi introduzida pelos Mughals, povo com grande paixão pela arte e arquitetura. SHAH JAHAN, o grande imperador dos Mughals, mandou construir o Taj Mahal - hoje uma das sete maravilhas do mundo - como um túmulo para sua amada eterna, Mumtaz Mahal. Seu amor pela imperatriz e pela arte fez com que mandasse vir mais de 20 mil mestres artesãos especializados que levaram 22 anos para realizar o projeto do imperador. Muitas das paredes, tetos, fontes e aposentos do Taj Mahal são feitos com a técnica do Parchin Kari usando, basicamente, pedras preciosas e semi preciosas, além do mármore. Obras de infinita beleza e durabilidade. Esses artesãos fixaram residência em Agra, criando assim toda uma geração de novos artesãos que dão continuidade à técnica, até os nossos dias. Ah, eu simplesmente adoro esses aspectos culturais, históricos, por detrás de cada arte existente - hehe!
Veja algumas fotos do interior do Taj Mahal na técnica do Parchin Kari - clique nas imagens para vê-las com mais detalhes:
Espetacular, não é verdade?
Nas minhas incansáveis pesquisas, achei esse vídeo demonstrando a feitura de um tampo de mesa. Foi gravado na Índia. Nem acreditei quando eu achei esse video. É o único que existe até o momento. Dá uma olhada!
O resultado final é simplesmente deslumbrante! Que técnica espetacular! Dá até um pouco de pena dos artesãos, não é verdade? Fico imaginando que não devam ganhar muito dinheiro, enquanto que o dono da loja deve encher os bolsos. Esse trabalho custa bastante caro aos compradores. Uma caixinha pequena, tipo porta jóias, não sai por menos de U$200,00. Outro pensamento que tive quando vi o vídeo é que, quando vemos as fotos das peças, imaginamos a técnica sendo realizada em um ambiente sofisticado, fino... kkkkkkk!! O local de trabalho é um pouco bagunçado e há um ar de cansaço e uma quase tristeza no semblante dos artesãos. Mas, assim é o nosso mundo de artesãos: muito trabalho e pouco glamour.
MAS... VAMOS AO QUE INTERESSA?
Depois que eu conheci o Parchin Kari fiquei pensando numa maneira de poder imitá-lo, com o uso de materiais mais baratos. Afinal, o artesanato é isso: uma maneira de imitar técnicas caras, fazendo peças que usem materais mais baratos e cuja execução seja mais simples, também. Não foi tão difícil. Pus minha cabeça e minha criatividade para funcionar a todo o vapor - hehe! - e acho que consegui um bom resultado. Deixo vocês, agora, com os vídeos que fiz demonstrando a idéia que tive:
A minha idéia originária era a de fazer a imitação do Parchin Kari com aplicação de resina e não com biscuit. Eu fiquei um pouco chateada quando descobri que não poderia fazer o prato do vídeo com a aplicação de resina, como eu queria - rs. Eu não tinha percebido que ele era ligeiramente côncavo, o que impossibilita totalmente a aplicação da resina, já que essa tem que ser aplicada numa superfície completamente plana ou o material irá escorrer para a parte mais baixa. Mas, ficou interessante do modo como fiz, também. Acho até que, com o inlay de biscuit (porcelana fria), fica mais fácil e mais em conta para a maioria das pessoas. Vou fazer outra peça imitando o Parchin Kari usando a minha idéia, que é aquela onde a resina colorida é aplicada nos entalhes. Deve ficar muito bonito e com o aspecto mais parecido ainda com o da técnica original. Quando eu fizer usando a resina, gravo um vídeo demonstrando como fazer essa aplicação, certo? O processo da aplicação de resina é bem diferente desse que se utiliza de biscuit.
Estou bastante ciente de que essa técnica, muito provavelmente, não vai ter um uso muito prático para a grande maioria das pessoas devido ao uso obrigatório de uma mini retífica. Se bem que muita gente tem comprado a Dremel ou a mini retífica Black&Decker para fazer as luminárias de pvc, tão em moda hoje dia. Se você que tem alguma máquina parecida com essa deveria tentar a técnica. É uma delícia de se fazer! Caso precise de uma determinada cor de biscuit e não tenha, e só acessar a matéria do tingimento de biscuit que deixei aqui. Clique aqui para ver a matéria. Eu usei o Turbo Carver. Já falei dele aqui no blog e já fiz algumas peças usando essa máquina. Para ver os trabalhos que fiz, clique aqui. Para ver o incrível trabalho de entalhe em ovos de Gary LeMaster usando o Turbo Carver, clique aqui.
Para aquelas que não vão fazer, acredito que conhecer a técnica original e um modo de imitá-la, já é uma coisa boa. Vocês concordam? Na minha modesta opinião, conhecimento nunca é demais. Pessoalmente, estou bastante satisfeita por ter encontrado um meio de imitar o Marble Inlay - Pietra Dura - Parchin Kari. Era algo que eu, realmente, queria fazer porque considero uma das mais belas artes do mundo. Assim que fizer o trabalho usando mármore e resinas coloridas, gravo o vídeo e trago para vocês verem, ok?
Espero que tenham gostado, meninas e meninos.
A gente se vê na próxima!
Beijo carinhoso e fiquem com Deus.
Lu Heringer :)
GALERIA DE FOTOS - Clique nas imagens para ver em detalhes.
Nota: Copiei essas imagens da internet, apenas, como demonstração dos trabalhos que podem ser feitos nessa técnica. Caso alguma pessoa ou empresa se sinta incomodada com essa publicação, por favor, entrar em contato comigo que retiro.